1. Filtro de Cabine não pode ficar de lado

    Filtro de Cabine não pode ficar de lado

    Elemento filtrante retém impurezas do ambiente externo na ventilação com o habitáculo; troca periódica é fundamental para o bom funcionamento e higiene do sistema de ar condicionado

    A troca dos filtros de combustí­vel, óleo e ar do motor é cor­riqueira para quase toda ma­nutenção preventiva. Porém, outro componente de filtragem muitas vezes acaba esquecido: é o filtro de cabi­ne (também conhecido como antipólen ou de ar-condicionado), essencial para diminuir impurezas na ventilação do ar do sistema de climatização.

    O filtro de cabine é responsável por reter fuligem, insetos, poeiras e de­mais agentes que poderiam passar do lado externo para a cabine do veículo. Alguns filtros contêm uma camada de carvão ativado que ajuda na retenção de odores. O uso do sistema de ar condi­cionado sem o uso do filtro (ou com o componente desgastado) vai permitir o acúmulo de materiais que favorecem a proliferação de fungos, vírus e bactérias no habitáculo, aumentando o risco de doenças respiratórias para o motorista e demais ocupantes.

    “Esses materiais provocam uma contaminação do sistema cuja menor con­sequência é um incômodo mau cheiro: os fungos podem provocar reações alér­gicas mais violentas nas pessoas mais sensíveis. Já as bactérias e os vírus, que levam a doenças no sistema respiratório, também podem se acumular em com­ponentes mecânicos do sistema (articu­lações), podendo provocar travamentos e emperramentos”, descreve o professor de engenharia da FMU, Fernando Lan­dulfo.

    Em geral, recomenda-se a troca do filtro de cabine a cada 12 meses ou 10 mil quilômetros rodados. Porém, conforme explica a Mann-Filter, este intervalo pode variar de acordo com cada fabricante e com o tipo de região em que o veículo circula com maior frequência. “A vida útil do filtro de cabine depende do ambiente onde o motorista trafega. Se ele rodar sempre em vias urbanas, com alto tráfego de caminhões, ou em estradas de terra, por exemplo, o filtro chega a se desgastar em poucos meses. Para circulação em condições normais, recomendamos que a troca seja realizada uma vez ao ano ou a cada 15 mil quilômetros”, afirma o consultor técnico da Mann-Filter, André Gonçalves.

    A recomendação de todos os fabri­cantes é nunca optar pela limpeza e, sim, pela troca por um novo componente. O professor Fernando Landulfo, que tam­bém é consultor técnico de O Mecâni­co CARRO, explica que filtros de elemento de papel são componentes des­cartáveis e qualquer tentativa de limpe­za com líquidos ou ar em alta velocidade vai provocar sua completa inutilização. “Na melhor das hipóteses, uma tentativa de limpeza vai aumentar o vão livre en­tre as fibras do papel. O que, a partir daí, deixará passar partículas maiores do que as previstas em projeto. Ou seja: o filtro perde toda a sua eficiência.”

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  2. O que são aditivos e qual a sua importância?

    O que são aditivos e qual a sua importância?

    Os óleos lubrificantes se apresentam das mais diferentes formas. Podem ser gasosos, líquidos, semissólidos ou sólidos. Existe uma grande quantidade de formas e substâncias que são consideradas lubrificantes, mas os líquidos e os semissólidos são os mais utilizados.

    Além disso, a natureza dos óleos lubrificantes é variada. Eles podem ser de origem animal, vegetal, mineral (derivados de petróleo), sintéticos (produzidos em laboratórios) ou ainda uma mistura de dois ou mais tipos de óleos diferentes (que formam os óleos compostos).

    Os lubrificantes animais e vegetais geralmente são usados isoladamente para a lubrificação, uma vez que apresentam baixa resistência à oxidação. Já os sintéticos, por serem muito mais caros, são usados nos casos em que outras substâncias não consigam a mesma eficiência. Os óleos minerais, por sua vez, são os mais empregados e de fácil obtenção.

    Durante muito tempo, o óleo mineral puro foi utilizado para realizar a lubrificação dos componentes dos equipamentos, mas, conforme a descoberta dos aditivos, houve uma mudança no tipo de lubrificante utilizado.

    Em geral, os aditivos são compostos químicos, que, ao serem adicionados aos óleos lubrificantes, melhoram essa característica. Além disso, os aditivos são usados para reduzir as características indesejáveis dos óleos e realçar as desejáveis.

    Para entender de outra forma, basta pensar que os aditivos para lubrificantes apresentam uma característica bem simples de melhorar a performance, por meio da modificação e potencialização das propriedades dos óleos.

    Os aditivos apresentam uma importância muito grande para os motores a combustão, principalmente aqueles que são movidos pela queima do diesel.

    Com o aumento da tecnologia desses motores, novos componentes eletrônicos se tornaram parte integrante, o que acabou por ocasionar alguns problemas, como entupimento dos bicos injetores ou corrosão de todo o sistema injetor.

    Para resolver esses problemas, e evitar o desgaste das peças para prolongar a vida útil, a ideia foi tornar o lubrificante mais estável quimicamente. E é exatamente nesse contexto que se utiliza o aditivo, que, ao ser misturado com o óleo, melhora a sua performance.

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  3. Saiba como cuidar do carro parado durante e depois da quarentena

    Saiba como cuidar do carro parado durante e depois da quarentena

    Com o isolamento social, muita gente parou de usar o carro diariamente, logo, existe uma atenção maior em alguns itens do veículo que podem causar problemas em um pequeno ou longo prazo. Por isso, a Delphi Tecnologies fala sobre quais cuidados tomar com veículos que estão desligados há muito tempo por conta das restrições causadas pela pandemia do coronavírus.

    “O automóvel é formado por um conjunto de sistemas complexos, que contam com diversos fatores para um bom funcionamento. Se o motorista está com a manutenção preventiva em dia, a chance de ter algum problema é quase nula. Afinal, o carro está com o óleo correto, de boa procedência e no nível necessário no sistema; o aditivo de radiador de qualidade; os filtros em bom estado; e sistemas de ignição, injeção e de ar-condicionado revisados e sem vazamentos. Agora, caso tenha deixado passar a manutenção preventiva e a preocupação só se manifesta quando algo para de funcionar, é possível que o carro não suporte pouco mais do que sete dias parado”, alerta Pedro Valencio, coordenador de Suporte ao Cliente Aftermarket da Delphi Technologies.

     

    Durante a quarentena

    Segundo o especialista, é aconselhável ligar o carro a cada três dias por, pelo menos, alguns minutos. Isso garantir a lubrificação do sistema e fazer com que o óleo circule no motor. Essa ação também ajudará a preservar a vida útil da bateria, mantendo a peça carregada e na tensão ideal de funcionamento.

    Outra parte importante é o sistema de ar-condicionado. A falta de uso pode apresentar problemas como oxidação nas placas do compressor, ressecamento das mangueiras e dispositivos de expansão. Portanto, quando ligar o carro, é importante acionar também o ar-condicionado, a fim de evitar qualquer problema. “Caso o veículo fique parado sob o sol, é importante, sempre que possível, deixar as palhetas longe do vidro, para não ter problema de ressecamento e uma possível necessidade de troca”, alerta o Valencio.

    Na hora de lavagem do veículo é importante lembrar que nunca se deve lavar o motor em casa. Outro ponto é que o uso de produtos impróprios pode ocasionar o ressecamento de componentes importantes do sistema, além de que o excesso de água pode acarretar consequências severas para toda a parte de ignição.

    Uma dica extra que o profissional dá é ligar o ar-condicionado do veículo na temperatura mais quente por cinco a dez minutos. O intuito é eliminar as bactérias presentes nos dutos que podem ter passado pelo filtro de ar. E claro, sempre que for sair com o carro, higienizar o veículo com álcool isopropílico ou até mesmo água e sabão em um pano úmido, para evitar qualquer dano aos componentes.

     

    Volta à rotina

    O especialista explica que o primeiro passo antes de ligar o veículo é observar os níveis de óleo e água. Quando o automóvel fica parado por algum tempo é importante verificar se houve baixa em algum destes itens. Caso tenha, fique atento, pois pode ser sinal de vazamento. Cheque o óleo pela vareta medidora e a água pela marcação do reservatório.

    Antes de sair também é importante verificar a pressão dos pneus. Existe a possibilidade de ser necessário calibrar depois deste tempo de pausa. Ao ligar o carro, observe se alguma luz do painel acendeu. Se sim, consulte o manual do veículo para entender melhor o problema e se oferece algum risco à sua segurança.

    E por último, caso tenha passado muitos dias sem ligar o carro, pode haver uma demora maior que a usual para dar a partida. Isso é normal, pois os sistemas estão voltando à ativa, mas caso isso persista, procure um especialista.

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  4. 5 indícios de que o ar-condicionado precisa de manutenção

    5 indícios de que o ar-condicionado precisa de manutenção

    O ar-condicionado é muito mais usado em períodos quentes como o verão. Mas é importante fazer a manutenção do sistema regularmente, não apenas nessa época. Vale lembrar que o ar-condicionado tem um mecanismo separado do motor e requer atenção e manutenção preventiva a cada ano ou em intervalos de 20 mil quilômetros rodados.

    Veja alguns indicativos de que o sistema de ar-condicionado precisa de reparo:

    1. Odores vindos do sistema de ventilação

    Estes odores podem ser de fungos presentes nas mangueiras, sujeira e até mesmo insetos e matéria orgânica podem causar cheiro incômodo.

    2. O ar-condicionado fica “fraco”

    Isso pode significar falta de gás refrigerante no sistema. “É importante lembrar que o gás não se perde, a não ser por algum vazamento, que precisa ser verificado bem como ressecamento de vedações ou de mangueiras que devem ser substituídas em uma manutenção”, explica Matteo Petriccione Júnior, da oficina A.M.Marcelo.

    3. Funcionamento irregular

    Esse problema pode ter origem elétrica. “Quando o ar parece ter perdido a força pode ser sinal de algum desgaste no sistema composto por termostato e outros itens que devem ser verificados”, completa.

    4. Ruídos, barulhos contínuos e estalos

    Podem ter origem mecânica como ventoinha, atrito da tubulação ou falha no compressor. A forma de fazer a manutenção correta é lubrificando o sistema de maneira preventiva.

    5. Problemas respiratórios na família

    Doenças como rinite, sinusite ou bronco rinossinusite, especialmente de quem esteve no veículo e compartilhou o mesmo espaço, são indícios de que é hora de checar o ar-condicionado. A falta de manutenção no sistema leva a proliferação de fungos e bactérias que podem prejudicar a saúde.

    “Importante lembrar que uma boa manutenção envolve a checagem do sistema, do nível de gás, da vedação, e de uma verificação atenta nos dutos que são veículo de fungos e bactérias caso não receba o cuidado adequado”, completa o especialista.

    Outra dica fundamental é de utilizar o ar-condicionado com parcimônia, mas com frequência. Em dias quentes, é importante abrir as janelas com o ar ligado antes de fechar completamente, usar o modo de recirculação apenas nos primeiros minutos e fazer a troca do filtro de pólen (ou de cabine) uma vez por ano. “É um custo baixo mas acredite que a maioria dos proprietários de veículos não verifica o filtro que é a primeira barreira contra fungos, bactérias, fuligem entre outros.”, conclui.

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